Brincadeira é coisa séria

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O excesso de compromissos diários e a falta de tempo livre para o lazer é um fenômeno que está se tornando cada vez mais comuns entre as crianças das grandes cidades. Depois da escola, a criançada enfrenta uma maratona de aulas de reforço, informática, natação...e acaba sem tempo para jogar bola, andar de bicicleta ou simplesmente ver TV.
" Se o seu filho tem entre 6 e 12 anos e já vive esse corre-corre, é hora de pisar no freio e rever a agenda dele" aconselha Maria Ângela Carneiro, coordenadora da brinquedoteca do curso de Pedagogia da PUC de São Paulo.
Segundo ela, divertir-se na infância é fundamental para o ser humano ser um adulto bem sucedido, capaz de enfrentar desafios sozinho. "  Brincando, os pequenos aprendem as primeiras regras de convivência, desenvolvem o lado social e se tornam autônomos", explica a especialista.
Observe se na escola há espaço para brincadeiras livres. Em muitos bairros esse é o único local seguro para a diversão, pois nas grandes cidades é cada vez mais raro o uso de quintais, campos de terra ou a própria rua como espaços de lazer.
Deixe as crianças brincarem sozinhas e favoreça o encontro entre amigos da mesma idade. Montar programas em que elas só interajam com adultos pode ser muito chato.
Sempre facilite o acesso dos pequenos aos brinquedos. Tirar deles bolas e bonecas como castigo não é uma boa ideia.
Não use a desculpa de que chegou em casa cansada para se isolar. Jogar videogame ou xadrez com seu filho traz prazer e combate o estresse.


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